Tribunal dos Estados Unidos suspende negócio entre a Paramount e a Warner Bros.
A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount encontrou mais um obstáculo jurídico nos Estados Unidos. A juíza federal Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal do Distrito Norte da Califórnia, emitiu uma ordem de restrição temporária que coloca em pausa a fusão entre as duas grandes empresas de entretenimento, num negócio avaliado em mais de 110 mil milhões de dólares que abrange também a divisão da Warner Bros. Games.
A decisão é uma resposta ao pedido urgente apresentado por procuradores-gerais de uma dúzia de estados norte-americanos, que interpuseram um processo na justiça para travar a transação. Os estados acreditam que a fusão entre estes dois gigantes dos media e dos videojogos pode eliminar a concorrência no mercado, reduzir as oportunidades para os criadores e prejudicar os consumidores.
Negócio fica suspenso durante as próximas duas semanas
A ordem de restrição temporária tem uma duração inicial de 14 dias, durante os quais qualquer tentativa de fechar o negócio é legalmente proibida, existindo ainda a possibilidade da juíza estender este prazo por mais duas semanas. O próximo momento decisivo deste processo está agendado para o dia 3 de agosto, data em que o tribunal vai ouvir os argumentos sobre uma possível injunção preliminar.
Se o tribunal decidir a favor dos estados na audiência de agosto, a transação poderá ficar suspensa durante vários meses, até que todo o processo judicial esteja concluído. A Paramount espera uma decisão final até ao início de setembro, já que as penalizações contratuais por atrasos, que podem chegar a cerca de 650 milhões de dólares por trimestre, entram em vigor a 1 de outubro.
O adiamento ordenado pelo tribunal afeta simultaneamente todos os planos de reestruturação de franquias e marcas integradas nas duas companhias, o que deixa os próximos passos para o futuro das propriedades cinematográficas e dos estúdios de videojogos da Warner Bros. numa espécie de limbo temporário.
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