Street Fighter 6 é o melhor jogo de luta que alguma vez foi possível jogar em formato portátill, uma versão gerida de forma muito competente pela Capcom. No entanto, os 30fps em World Tour são uma mancha muito feia na qualidade de um pacote brilhante.

A Nintendo Switch 2 tem, tal como a anterior consola da Nintendo, um factor muito importante para se diferenciar das outras consolas, a portabilidade de um sistema híbrido. Esta característica, associada ao elemento mais importante de uma consola: os jogos, torna-se numa poderosa ferramenta capaz de transformar a forma como consumimos esta arte que tanto adoramos. À semelhança do que aconteceu com a consola anterior, a Switch 2 já está a mudar os meus hábitos e a transformar a forma de jogar alguns dos meus jogos favoritos, como Street Fighter 6.

Ao longo destes dois anos, a Capcom atualizou e melhorou Street Fighter 6 com constantes atualizações e novo conteúdo, incluindo novos lutadores, o que ajudou a melhorar ainda mais a qualidade de um jogo de luta que logo no lançamento foi elogiado como um dos melhores de sempre na sua categoria. A versão Switch 2 é uma versão atualizada e completa, até junho de 2025, com o potencial para se tornar num autêntico vício.

Street Fighter 6 é um brilhante esforço de uma Capcom que está a passar por uma fase de grande sucesso criativo e comercial, no qual conseguiu aprofundar o gameplay de Street Fighter e ao mesmo tempo implementar funcionalidades que permitem a qualquer jogador começar a jogar. Até mesmo quem nunca jogou um jogo de luta, graças a controlos como Moderno e Dinâmico, este segundo apoiado por IA). Ao longo destes dois anos, o elenco cresceu com mais lutadores pagos, incluindo colaborações Fatal Fury que surpreenderam, e um dos melhores jogos de sempre no seu género ficou gradualmente melhor.

Dois anos com um soberbo jogo de luta

Após a problemática era de Street Fighter 5, a Capcom relembrou a criativa e arrojada era de Street Fighter 3 ao apostar fortemente em novas personagens para refrescar o elenco. Jamie, JP, Marisa, e Kimberly são alguns dos exemplos da nova eletricidade que a companhia trouxe para a série, mas ao longo destes dois anos, chegaram nomes como Akuma, Ed, Bison, Elena, Terry Bogard e Mai Shiranui (estes dois últimos são convidados de Fatal Fury), o que revela bem o quão diversificado e empolgante é este elenco.

No entanto, isto é apenas parte do charme de Street Fighter 6, pois funcionam em conjunto com a cativante e colorida estética visual (através da qual o RE Engine volta a mostrar a sua versatilidadE), apoiadas por outro pilar, as novas mecânicas de combate alcançadas através da Drive Gauge. Diria que é mesmo esta novidade que torna Street Fighter 6 num jogo muito mais divertido, empolgante e imprevisível.

Através de mecânicas como Drive Parry (permite anular ataques), Drive Rush (uma investida rápida para a frente), e ainda Drive Impact (um ataque com “armadura” que resiste a 2 ataques sem quebrar o teu golpe para atordoar o adversário) são novidades que aprofundam o elemento estratégico de Street Fighter 6, com potencial para mudar por completo o comportamento de casuais, veteranos e até profissionais. Jogar na Nintendo Switch 2 é desfrutar de todos estes elementos e ver este jogo a correr nas tuas “mãos” é realmente sensacional.

Experiência portatil sublime, mas com reticências

Apesar disso, por mais sensacional que seja a experiência de ter Street Fighter 6 nas tuas mãos para jogar em qualquer lugar, até numa viagem fora de casa, a versão Nintendo Switch 2 chega com alguns ajustes. Alguns deles não incomodam de forma alguma, como os gráficos onde tens menos detalhe nos cenários ou NPCs, mas outros já incomodam ao ponto de reduzir o valor geral deste pacote, especialmente numa plataforma na qual as sessões a solo são ainda mais importantes.

Jogar Street Fighter 6 numa Nintendo Switch em modo portátil poderá aproximar-se daquelas experiências que jamais pensarias ser possível há uns anos atrás (sei que num mundo cínico essa perceção varia imenso), mas se isso é especialmente forte em modos como Fighting Ground (onde tens Arcade, Treino, Desafio de Combos e Extreme Battles, entre outros) ou Battle Hub (o centro social onde podes combater com outros jogadores), o precioso modo World Tour é uma mancha nesta versão.

Este é um action RPG Street Fighter, no qual exploras locais 3D de grande escala e vives uma aventura original, basicamente a história principal de Street Fighter 6 para descobrir mais do mundo e personagens. Crias um avatar, lutas para subir de nível, podes personalizar com buffs ao comprar novas roupas e tens uma experiência singleplayer que pode durar mais de 20 horas a desbloquear extras, como novos fatos para usar nos outros modos.

No entanto, o World Tour decorre a 30fps na versão Nintendo Switch 2, a qualidade gráfica deixa imenso a desejar, e até os combates decorrem a 30fps neste modo na consola da Nintendo. É uma enorme mancha na qualidade de uma versão na qual este modo provavelmente terá ainda mais importância.

Além disso, poderás sentir rapidamente que o D-Pad do Joy-Con 2 cumpre com o desempenho mínimo, mas precisarás de outro comando ou do Pro da Nintendo Switch 2, para realmente tirar proveito a sério deste gameplay. É algo que varia de pessoa para pessoa, mas se tens um comando Pro ou outro com um D-pad tradicional, dificilmente jogarás no Joy-Con 2.

#StreetFighter6 na #nintendoSwitch2 é o meu novo grande vício! Que combinação fantástica! #gaming Ver no Youtube

Conclusão

A presença de um modo extra com controlos por movimento é uma pequena curiosidade para partilhar a diversão com quem nem sequer gosta de jogos de luta, um acesso ainda mais fácil a Street Fighter 6 do que os controlos modernos, mas o downgrade no World Tour é uma desilusão. Combater a 30fps neste modo tira-lhe praticamente todo o gosto e remove parte do brilho pois os 60fps são simplesmente obrigatórios.

Street Fighter 6 na Nintendo Switch 2 perde alguma qualidade gráfica numa versão altamente satisfatória, que podes jogar em formato portátil. O desempenho a 60fps é tão robusto que a Capcom a considera como uma forma válida de participar na vertente competitiva profissional, o que intensifica o downgrade em World Tour. Os combates a 30fps neste modo action RPG singleplayer prejudicam o valor geral, pois como singleplayer fora de casa seria um dos principais atrativos, pori isso mancha a qualidade de uma versão espetacular de Street Fighter 6.

Prós:Contras:
  • Qualidade gráfica geral
  • Jogabilidade
  • Banda sonora
  • Elenco
  • Loadings super rápidos
  • D-Pad do Joy-Con 2 poderá fazer-te sentir desejo pelo comando Pro
  • Modo World Tour está muito inferior graficamente e com lutas a 30fps