A Electronic Arts revelou que Battlefield 6 vai receber o seu próprio modo Battle Royale, atualmente a ser testado através do programa Battlefield Labs. Esta é a primeira vez que a série se compromete com um formato inteiramente dedicado ao género, depois de tentativas anteriores como Firestorm em Battlefield V, que não teve continuidade. O objetivo é recolher feedback de jogadores escolhidos para avaliar o funcionamento das novas mecânicas e perceber até que ponto a fórmula pode ser incorporada como parte da experiência Battlefield.

O modo descrito pela editora reúne elementos clássicos da série, como classes, combate em equipa, veículos e destruição, numa partida criada para 100 jogadores, divididos em 25 equipas de quatro. O mapa foi criado especificamente para este modo e permite utilizar a destruição tática para criar rotas ou derrubar estruturas.

As mecânicas incluídas incluem um “anel”, óbvio, que elimina imediatamente qualquer jogador que entre em contacto com ele: a equipa de desenvolvimento descreve-o como uma área que não pode ser utilizada como cobertura ou atravessada em segurança, e que forçará confrontos quando o espaço se tornar mais pequeno. No mesmo documento, a EA explica que haverá veículos comuns e veículos blindados que podem ser desbloqueados durante o jogo.

O sistema de classes mantém-se inalterado: cada equipa escolhe as suas classes antes do jogo e os jogadores não podem mudar de classe durante a partida. Durante o combate, os jogadores ganham XP, por matar, completar missões ou encontrar Intel Cases, além de escalarem numa árvore de formação de classe que desbloqueia caraterísticas (por exemplo, a classe Assault equipa placas de armadura mais rapidamente). Existem também ferramentas para “segundas oportunidades”, como os revives da classe Support e as opções de Mobile Redeploy.

O desenvolvimento deste modo foi entregue à Ripple Effect Studios, que tem estado ligada ao projeto Battle Royale desde os anúncios iniciais sobre Battlefield 6. O teste faz parte do ciclo de validação do Battlefield Labs e servirá para recolher o feedback dos participantes.

A decisão de ter 100 jogadores e mecânicas como o anel que mata instantaneamente, remete para um formato que procura equilibrar confrontos em grande escala com um ritmo de jogo que evita áreas “estagnadas”. A impossibilidade de mudar de classe durante o jogo torna a fase de preparação da equipa mais relevante, enquanto as missões e os tipos de saque parecem ter sido criados para recompensar a exploração ativa e o controlo de objectos estratégicos no mapa.

A EA diz que vai partilhar mais detalhes depois de analisar o feedback recolhido durante os testes do Battlefield Labs.

Fonte

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