A Netflix tem explorado novas formas de produção e uma das suas mais recentes apostas passa pela utilização de inteligência artificial generativa para criar efeitos visuais. A série The Eternaut, baseada num clássico argentino de ficção científica, tornou-se a primeira produção da plataforma a integrar este tipo de tecnologia no seu processo criativo.

Passada em Buenos Aires, The Eternaut apresenta uma narrativa de sobrevivência após um misterioso nevão que arrasa grande parte da população. De acordo com a informação revelada numa chamada com investidores, algumas das cenas da série, incluindo uma que retrata o colapso de edifícios na capital argentina, foram produzidas com recurso a ferramentas generativas de IA, permitindo resultados mais rápidos do que os obtidos pelos métodos tradicionais.

De acordo com Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, esta metodologia permitiu que certas sequências fossem concluídas dez vezes mais depressa do que seria possível com técnicas convencionais. A plataforma vê esta tecnologia como uma oportunidade não só para reduzir custos, mas também para aumentar a eficiência nos processos de pré-visualização, planeamento e produção de efeitos visuais.

Gregory Peters, que também é co-CEO, disse que a Netflix quer continuar a explorar essas tecnologias, não só para acelerar a produção de conteúdo, mas também para melhorar os sistemas de recomendação da plataforma.

Mesmo que The Eternaut seja o primeiro caso confirmado de uso de IA generativa nessas áreas, os responsáveis da empresa dizem que isso pode vir a ser uma tendência em outras produções futuras.