A equipa da Gaijin Entertainment, responsável pelo War Thunder, disse que a PS5 Pro tem potência suficiente para executar o path tracing, mas com uma condição: dá para fazer, sim, mas o problema é se vai aguentar o desempenho.

Segundo os programadores, o path traced global illumination (ou PTGI, para simplificar) já funciona no PC desde a atualização Leviathan, mas trazer isso para consolas é outra conversa. A tecnologia é bem mais exigente que o ray tracing normal e, embora a PS5 Pro tenha mais potência gráfica, tudo vai depender de como o motor do jogo se comporta e de quanta margem sobra na GPU.

O estúdio explicou que criar o protótipo de PTGI foi até rápido, o difícil foi otimizar tudo: afinar o desempenho, reduzir ruído e garantir que o resultado final ficasse estável. Por isso, o foco agora é terminar primeiro a implementação de ray tracing nas consolas antes de tentar levar o PTGI para lá.

Para o fazer, a Gaijin está a trabalhar em novas tecnologias, como o Shader Execution Reordering (SER) e os Opacity Micro-Maps (OMM), que devem ajudar o ray tracing a correr de forma mais eficiente, especialmente em zonas cheias de árvores ou objetos complexos. A ideia é lançar essas melhorias no motor do jogo no início do próximo ano, assim que os drivers das gráficas estiverem prontos.

Além disso, o estúdio confirmou que está a preparar suporte para o AMD FSR4, o novo sistema de upscaling e frame generation, começando pelo PC, mas com planos de o integrar também nas consolas assim que a tecnologia estiver disponível.

A equipa também mencionou que o PTGI já está a ser testado em Enlisted e que o motor Dagor, usado pela Gaijin, deve ganhar suporte oficial para path tracing ainda este ano.

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