A Sony anunciou o fim do formato físico para janeiro de 2028, o que despertou um intenso debate sobre o rumo da indústria. Desde o início da geração PS4 em 2013 que as pistas sobre um futuro digital iam surgindo, intensificadas em 2020 com a chegada de uma PS5 Digital Edition, mas agora já temos uma data para o fim do formato físico.

Como resposta ao anúncio, surgiram fortes críticas, novos olhares ao estado da indústria, teorias da conspiração sobre os relatórios da Sony, e uma forte defesa do direito do cliente à escolha. Qualquer pessoa que esteja neste passatempo há mais de 10 anos ou que tenha de comprar os jogos com o seu próprio dinheiro sabe que o formato físico, na grande maioria das vezes, representa melhor preço para um lançamento premium.

Um novo relatório vindo da Holanda, criado pelo Tweakers, tenta demonstrar exatamente isso. Sem abordar a conveniência ou a escolha pessoal, o relatório compara o preço de 16 lançamentos PS5 para tentar encontrar diferenças entre o preço possível de pagar no dia de lançamento nos retalhistas comparado com a loja digital da Sony.

Os preços aqui usados são representativos da Holanda, o relatório foi criado com a ajuda do serviço Pricewatch da Tweakers e o site PSPrices, e nem sequer tem em conta os descontos pré-reserva aplicados pelos retalhistas. O que este relatório indica é que o formato físico permite poupar dinheiro e não deixa o consumidor restrito à vontade da Sony.

No retalho, os holandeses conseguem assistir a quedas no preço ao longo dos meses, algo que não acontece na PS Store, uma vez que o jogo pode descer de preço por tempo limitado, mas volta ao preço original passado dias ou semanas. Além disso, é revelado que existe uma maior flutuação de preços no retalho, enquanto na PS Store apenas existem as quedas temporárias e o regresso ao preço original.

No caso dos jogos PlayStation Studios a situação piora, uma vez que é extremamente raro ver um jogo da própria Sony mais barato na PS Store do que num retalhista. Returnal, por exemplo, foi lançado em 2021 e ainda custa 79.99€ na PS Store, sendo possível encontrar o jogo por menos de 50 euros na versão fisica.

Se olharmos para futuros lançamentos, os retalhistas efetuam promoções pré-lançamento para quem reservar, o que permite obter Marvel Tokon da própria Sony por 59,49€ em lojas como a Worten, no lançamento. Na PS Store, a licença digital mais barata custa 69,99€. Marvel's Wolverine pode ser pré-reservado por 67,99€ na Worten, enquanto na PS Store a licença digital mais barata custa 79,99€.

Estes são exemplos do que os jogadores vão podem perder num futuro totalmente digital, se não forem efetuados ajustes à forma como estão estruturados os preços e o funcionamento dos cortes de preço na loja digital.