Housemarque, o estúdio responsável por jogos como Returnal e Nex Machina, confirmou que não tem planos para seguir o modelo live-service ou free-to-play, concentrando-se nas experiências single-player pagas. A decisão foi confirmada durante o evento do 30º aniversário do estúdio, na Finlândia.

Ilari Kuittinen, diretor do estúdio, explicou que enquanto os jogadores continuarem a comprar jogos premium, esse será o caminho que a Housemarque seguirá. “Os nossos jogos são uma experiência para um determinado momento da vida”, disse, comparando-os a filmes ou séries de televisão. “Não tens de os jogar para o resto da tua vida.”

Gregory Louden, diretor criativo, reforçou esta visão ao dizer que a equipa está “totalmente focada em jogos single-player e premium”, referindo-se ao próximo projeto do estúdio, Saros, atualmente em produção para a PlayStation 5. O objetivo é manter a identidade do estúdio e garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

Desde a sua aquisição pela Sony em 2021, a Housemarque tem procurado solidificar a sua imagem com jogos de alta qualidade e uma visão criativa única. O diretor da marca, Mikael Haveri, destacou a importância de cada novo título para a reputação do estúdio: “Só somos tão fortes quanto o nosso último jogo”.

Esta posição da Housemarque vem numa altura em que a estratégia de jogos live-service da Sony tem vindo a sofrer reveses. Apesar de ter anunciado em 2022 a intenção de lançar mais de 10 jogos deste tipo, alguns destes projectos sofreram atrasos e mudanças internas. Um dos exemplos mais recentes foi Fairgames, cuja produção foi adiada, coincidindo com a saída da fundadora da Haven Studios, Jade Raymond.

O modelo live-service é muitas vezes apontado como o futuro, mas a Housemarque optou por se manter fiel ao formato tradicional, focada em experiências e narrativas fechadas, continuando a produzir jogos pensados para serem vividos intensamente, mas sem um compromisso permanente.

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