Os membros do sindicato ZeniMax Workers United, composto por mais de 300 profissionais de controlo de qualidade dos estúdios ZeniMax, votaram por esmagadora maioria a favor da autorização de uma greve se as negociações do contrato com a Microsoft não avançarem. Esta decisão surge após dois anos de negociações infrutíferas com a empresa-mãe. Obrigado Eurogamer.

O ZeniMax Workers United, afiliado ao Communications Workers of America (CWA), foi reconhecido pela Microsoft em 2023 como o primeiro sindicato da empresa. Desde então, os membros têm procurado melhorias salariais, melhores condições de trabalho e soluções para questões como a falta de opções de trabalho remoto e a substituição de trabalho interno de controlo de qualidade por trabalho subcontratado sem aviso prévio ao sindicato.

Em novembro de 2024, os membros do sindicato nos escritórios de Maryland e do Texas realizaram uma greve de um dia, dando voz a preocupações semelhantes relacionadas com a subcontratação e as políticas de regresso ao trabalho. O CWA também apresentou uma acusação de prática laboral injusta contra a Microsoft por ter subcontratado trabalho sem notificar o sindicato.

A recente votação, com mais de 94% de aprovação, permite à direção do sindicato convocar uma greve se as negociações do contrato não chegarem a uma resolução satisfatória. Os membros do sindicato mostram-se insatisfeitos com os salários actuais e com as políticas de trabalho à distância, referindo dificuldades financeiras e incertezas profissionais.

Em resposta, a Microsoft afirmou que está determinada a chegar a uma resolução justa e equitativa que reconheça as contribuições das equipas. A empresa falou de progressos substanciais nas negociações, incluindo acordos provisórios sobre a maioria dos tópicos discutidos, e apresentou uma proposta que prevê aumentos salariais imediatos e benefícios mais robustos, de acordo com o modelo de trabalho híbrido da empresa.

O ZeniMax Workers United é um dos vários sindicatos formados na indústria dos videojogos nos últimos anos, como consequência de uma nova dinâmica de organização dos trabalhadores do sector. Outros exemplos incluem os sindicatos da Activision, Blizzard e Sega, bem como a recente formação do United Videogame Workers, um sindicato aberto a todos os trabalhadores da indústria dos videojogos nos EUA e no Canadá.