Ex-patrão da PlayStation diz que a Sony não se deve focar apenas em gráficos
Shuhei Yoshida, antigo presidente da Sony Interactive Entertainment, sugere que a Sony deveria alargar o seu foco para além dos gráficos de topo nos jogos. Yoshida referiu que, embora a qualidade gráfica tenha sido um pilar da identidade da PlayStation desde os tempos de Ken Kutaragi, é necessário reconsiderar esta orientação para conseguir uma maior popularidade entre os jogadores. Obrigado Gamespot.
Até agora, o ADN da PlayStation tem sido impulsionado por valores como gráficos de ponta, que se mantêm desde o tempo de Kutaragi-san. Os utilizadores também esperam isso dos jogos PlayStation. No entanto, está na altura de reconsiderarmos isso. Claro que penso que é necessário oferecer o melhor - em termos de qualidade gráfica - àqueles que o desejam. Mas, para continuarmos a ser populares entre os utilizadores em sentido lato, temos naturalmente de mudar a nossa forma de pensar”, disse Yoshida ao AV (traduzido por Genki_JPN).
Historicamente, a Sony tem investido muito em gráficos realistas, com títulos como The Last of Us Part II Remastered a servirem de montra tecnológica. No entanto, essa busca pelo realismo pode levar a dificuldades, como jogos que envelhecem rapidamente e altos custos de produção. Shawn Layden, outro antigo executivo da Sony, já referiu que o atual modelo de produção de jogos AAA é insustentável devido ao aumento dos custos envolvidos.
Apesar destas considerações, a Sony continua a avançar tecnologicamente. O lançamento da PlayStation 5 Pro, por exemplo, trouxe melhorias consideráveis ao nível do desempenho e da qualidade gráfica, incluindo suporte para 8K e ray tracing avançado. Produtoras como a Polyphony Digital e a Guerrilla Games já estão a tirar partido destas capacidades ao melhorar títulos como Gran Turismo 7 e Horizon Forbidden West, que oferecem experiências visuais ainda mais cativantes.
Entretanto, jogos como Crimson Desert continuam a impressionar com os seus gráficos de última geração, demonstrando o potencial das novas tecnologias para criar mundos abertos vastos e detalhados.
A saída de Yoshida da Sony em janeiro de 2025 marca o fim de uma era para a empresa. Durante os seus 31 anos na empresa, desempenhou papéis fundamentais, desde trabalhar ao lado de Ken Kutaragi no lançamento da primeira PlayStation até liderar campanhas de apoio a produtoras independentes. A sua saída levanta questões sobre as futuras orientações da Sony na produção de jogos e se a empresa irá assumir uma postura mais equilibrada entre a inovação gráfica e outros aspetos da experiência de jogo..









