Glen Schofield, antigo diretor da série Call of Duty na Sledgehammer Games, disse que está bastante preocupado com o futuro do jogo agora que a Microsoft comprou a Activision. Em entrevista ao Video Games Chronicle durante o Gamescom Asia, Schofield questionou se a forma como a Microsoft gere as equipas vai mesmo funcionar com os estúdios que fazem Call of Duty.
Schofield esteve à frente de jogos como Modern Warfare 3, Advanced Warfare e WWII e acredita que a cultura da Microsoft, especialmente em termos de incentivos e gestão de equipas, pode não ser o ideal para manter a qualidade e a inovação da série. Ele também apontou que outras franquias da Microsoft, como Halo e Gears of War, tiveram altos e baixos, o que levanta dúvidas sobre o futuro de Call of Duty.
“Fico imensamente preocupado, a sério, devido ao que está a acontecer com Gears of War, onde está Halo…entendes o que quero dizer? E olhas para a EA, olhas para estas grandes companhias e pergunto pelos jogos Strike? Onde está este jogo? E existem imensos que tombam para o lado.”
“Infelizmente, quando és assimilado por uma dessas grandes companhias, penso que adotas algumas das suas características. A outra coisa é que, não sei, mas imagino que o sistema bónus de Call of Duty está disponível e agora eles têm o deles, as pessoas vão dizer que ‘não é isso’.”
Outro ponto que preocupa Schofield é a saída de nomes importantes da Sledgehammer Games, como Michael Condrey e David Vonderhaar, que tiveram um grande papel no sucesso da série. A falta dessas figuras pode afetar os próximos jogos.
Schofield sente que a Sledgehammer não tem produzido bons jogos e lamenta o que aconteceu à produtora desde que saiu de lá, mas sente que a Treyarch ainda consegue produzir boa qualidade, mas relembra que Modern Warfare 3 de 2011, no qual foi produtor, foi o último da série a ganhar o prémio de jogo do ano, o que para Schofield é dizer muito da qualidade da Activision atual.
O próximo Call of Duty, Black Ops 7, está marcado para 14 de novembro, mas a série enfrenta concorrência, como o recente Battlefield 6, que vendeu 7 milhões de cópias nos primeiros três dias.
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