A Disney decidiu reduzir drasticamente as dimensões da estreia do seu novo filme live-action, Branca de Neve, prevista para 15 de março no El Capitan Theatre, em Hollywood. Ao contrário das habituais estreias grandiosas, este evento contará apenas com uma festa de antevisão e uma projeção do filme, limitando a cobertura da passadeira vermelha aos fotógrafos e à equipa interna, sem a presença maciça dos meios de comunicação social para entrevistas com o elenco e a equipa criativa. ObrigafoVariety.
Esta decisão foi tomada após várias várias controvérsias sobre a produção. Desde o anúncio de Rachel Zegler, uma atriz de ascendência colombiana e polaca, para o papel principal, tem havido conflitos sobre a fidelidade à história original dos Irmãos Grimm, que retrata Branca de Neve como uma princesa alemã. Além disso, a substituição dos tradicionais sete anões por “criaturas mágicas” de caraterísticas diversas provocou polêmicas sobre representação e inclusão no cinema.
As posições políticas das protagonistas também alimentaram a polémica. Rachel Zegler mostrou o seu apoio à Palestina nas redes sociais, enquanto Gal Gadot, que interpreta a Rainha Má, é conhecida pelo seu apoio a Israel. Estas posições tão diferentes levaram a apelos ao boicote do filme por parte de grupos com diferentes alinhamentos políticos.
Com todas estas situações polémicas, a Disney optou por uma postura mais discreta para a estreia, dando prioridade a uma apresentação mais controlada e menos suscetível a possíveis protestos ou críticas adicionais. A estreia de Branca de Neve nos cinemas está marcada para 21 de março.









