As consolas tornaram-se num ecossistema quase totalmente digital, o que torna fácil para qualquer editora acabar com o formato físico e apostar inteiramente na venda de jogos digitais. Quem o diz é o analista Daniel Ahmad, que compara a atual controvérsia em torno da Sony com o que a Apple passou quando removeu o leitor de discos dos seus portáteis, em 2008.

Ahmad comentou que em 2008 a Apple recebeu uma chuva de críticas, mas em 2026 já ninguém se queixa disso e que o plano para as consolas há muito que é transitar totalmente para o digital.

“A primeira coisa a ter em conta na decisão da Sony é que inevitavelmente ia acontecer em algum momento para as consolas. Se não fosse na PS6 seria na PS7. A venda de jogos digitais na PlayStation passou de menos de 10% antes do lançamento da PS5 para próximo de 80% atualmente.”

“Na Xbox já ultrapassou os 90% e fico surpreendido que não tenham sido os primeiros. Sim, estes números incluem apenas jogos digitais, o que reflecte o atual mercado, não incluem DLC, micro-transações ou subscrições ou jogos gratuitos.”

“A verdade é que o ecossistema das consolas é quase totalmente digital neste momento. Aproximadamente 50% dos jogadores PS5 estão subscritos ao PS Plus e criaram uma livraria ou têm acesso a numerosos jogos digitais.”

Ahmad relembrou que mais de 30% das consolas PS5 vendidas não incluem um leitor de discos e que atualmente, 50% das consolas PS5 vendidas não incluem um leitor de discos. Sem muitos dos jogos mais jogados nem sequer existem em disco: Warzone, Apex Legends, e Marvel Rivals, entre outros.