O preço da Nintendo Switch 2, mais especificamente os seus jogos, continua a dar que falar, um tema que foi debatido até pelo Digital Foundry, no seu mais recente Direct Weekly, onde explicaram como o panorama mudou e o aumento de preços é facilmente explicável.

Richard Leadbetter começou por falar dos preços dos jogos, que considera caros, especialmente numa realidade onde existem dispositivos como a Steam Deck, mas no caso da Nintendo Switch 2 em si, acredita que o preço é facilmente justificável.

Sobre os jogos, Leadbetter comentou que “sim, são caros, estes jogos são super, super caros e ao mesmo tempo estamos a ver comparações com a Steam Deck, que é mais barata e onde os jogos obviamente vão custar menos pois são jogos PC do Steam. O conceito de jogos físicos muito caros é preocupante.”

No entanto, sobre o preço da Nintendo Switch 2, comentou que “compreendo-o de certa forma pois a inflação tem sido dramaticamente enorme nos últimos anos, especialmente por causa da pandemia, e em cima da inflação tens o facto das especificações da nova Switch serem significativamente melhores de várias formas ao que esperávamos.”

“O processo por si só, pode ser de um nódulo de fabrico antigo, mas processador maior, consola maior, ecrã maior, ecrã de especificações superiores, tudo isto custa dinheiro e o conceito dos preços reduzirem ao longo do tempo já não é o que era. Portanto, esperava 399, 450, mas também temos a questão se a Nintendo equacionou possíveis aumentos das tarifas, mas penso que não podia prever o quão grandes seriam.”

Olie Mack concorda que o preço da consola é justificável com os seus componentes, tecnologia e especificações, especialmente porque a inflação significa que a Switch 1 custaria 399$ em 2025, sem esquecer que as tarifas nos EUA podem ter incentivado a Nintendo a optar por um preço superior, mesmo sem imaginar o quão elevadas seriam as tarifas.

Sobre o preço dos jogos, elogia a flexibilidade de preços pois foram anunciados jogos de 39 euros, outros de 59 euros, com os títulos de topo a chegarem por 79 euros, mas acredita que a Nintendo está a testar as águas, especialmente numa era na qual muitas empresas dizem que os blockbusters deviam ser mais caros. No caso de Mario Kart World, acredita que o conteúdo e qualidade vão justificar o preço.

Alex Bataglia diz que aumentos nos preços são esperados, sendo uma questão muito pessoal avaliar o preço da consola e dos jogos de acordo com o nosso ordenado. Também elogia a flexibilidade de preços e que o conceito de acumular backlog poderá ter de mudar para muitos, que terão de valorizar mais cada jogo que compram.