Days Gone chegou em abril de 2019 para a PS4, maio de 2021 para PC, como um dos principais esforços da PlayStation Studios em transportar as suas experiências cinematográficas para o incrivelmente popular formato de mundo aberto. Enquanto blockbuster PlayStation que troca o formato linear que marcou a geração PS3 e parte da geração PS4 pelo design em mundo aberto, Days Gone é um dos meus favoritos da companhia, algo que a chegada do Remastered me veio facilmente relembrar.
Sim, nestas experiências cinematográficas em mundo aberto da PlayStation, prefiro Days Gone aos jogos Horizon da Guerrilla, por exemplo, devido à sua atmosfera, aos confrontos com zombies, narrativa, ciclos de atividades e à jogabilidade, que mesmo com gestão de recursos e a moto, não se torna complicado. Pelo contrário, esses elementos não prejudicam a experiência, tornam-na mais profunda e interessante.
Days Gone Remastered é, de uma forma resumida, uma versão com melhorias gráficas, desempenho aprimorado e loadings mais rápidos para transmitir aquela sensação que “podia passar por jogo da atual geração”. Mesmo com a existência do update PS5 gratuito, o Remastered vai mais longe com o refinamento gráfico que é efetivamente perceptível, mesmo que não seja dramático ou transformador. Days Gone já corria a 60fps, mas agora está mais estável, com melhor qualidade gráfica, aproximando a versão PS5 da versão PC.
Para acompanhar estas melhorias, que podem ser obtidas por 10 euros para donos do original na PS4 ou PC, foram implementadas novidades como modo de morte permanente ou a possibilidade de jogar o jogo em modo contrarrelógio, mas diria que nenhuma delas é particularmente empolgante. Onde o Remastered realmente entrega novidade é em Assalto de Horda, um novo modo Arcada pensado para ser jogado repetidamente.
Neste modo, entras em mapas criados a partir das várias áreas de Days Gone, escolhes uma personagem, perks para te ajudar, e partes para o desafio de sobreviver durante o máximo de tempo. Obter a melhor pontuação enquanto sobrevives às agressivas hordas é realmente um forte desafio, especialmente porque és forçado a procurar por recursos e melhores armas. Obter mais pontos e subir de nível vai ser um processo exigente, mas vais sentir progressão e quanto mais opções tens, mais divertido se torna.
Days Gone Remastered não transforma o jogo da Sony Bend, deve ser visto como a nova versão principal, a versão PS5, para quem nunca o jogou, mas encarado como uma expansão paga para quem já o jogou. No entanto, é uma expansão sem conteúdos relevantes no modo principal, deixando isso para este modo arcada que pode realmente cativar os jogadores que mais gostaram da jogabilidade da campanha. Foi essa campanha original que definiu as sortes deste blockbuster cinematográfico em mundo aberto, mas muito evoluiu desde então.
Como escrito na nossa análise PC, Days Gone evoluiu imenso entre 2019 e 2021 (até mesmo nos primeiros meses da versão PS4 com constantes atualizações repletas de melhorias), por isso está muito acima da qualidade entregue no dia de lançamento original. O Remastered relembra bem isso, mostra um jogo muito competente, com gráficos que ainda hoje impressionam, com uma jogabilidade em muito aberto muito própria e divertida.
NOVIDADES no REMASTER? #DaysGone chega com melhorias e algumas novidades! #ps5 #ps5pro #daysgone Ver no YoutubeIsso é o que realmente consegues constatar, Days Gone ainda é um jogo divertido de jogar, com suficientes elementos capazes de o diferenciar, mesmo passados estes anos. A chegada de uma versão Remastered, disponível como atualização paga para quem já tem a versão PS4, permite desfrutar de melhorias gráficas que não parecem ostentar o impacto de outras produções, mas chegam acompanhadas de novos conteúdos. No entanto, a única real novidade é o modo Assalto de Horda, que na melhor das hipóteses é uma interessante curiosidade.
Isto para dizer que o que realmente intriga é o objetivo da Sony para Days Gone Remastered. Será uma forma de o colocar como “jogo PS5” numa versão que se tornará na forma principal de o jogar para quem passou ao lado dele na PS4, ou será uma forma de voltar a medir o interesse pela propriedade e testar novamente o seu futuro?
Tendo em conta que estou a jogar The Last of Us 2 pela segunda vez (joguei-o em 2020 na PS4 e não voltei a jogá-lo tal foi o impacto da experiência a nível emocional) no formato Remastered na PS5, muito por força do entusiasmo trazido pela adaptação HBO, entendo o quão pertinente se pode tornar este tipo de esforços para novos jogadores. No entanto, gostaria de pensar que é mais do que isso, que é mesmo um novo teste à força da propriedade e ao seu futuro.









