Taro Yamada, representante do Partido Liberal Democrático no Japão, revelou que recentemente diversos políticos estiveram reunidos com representantes de empresas relacionadas com o fabrico de cartões de crédito, processamento de pagamentos e até bancos para discutir a censura.

Yamada partilhou que o grupo dedicado à Indústria Visual discutiu os atuais problemas em torno dos cartões de crédito, com marcas internacionais, agências de pagamentos e bancos, para encontrar as causas da situação, após acusações de censura financeira.

Segundo diz, não pode partilhar publicamente quem esteve presente, as companhias ou bancos que representam, nem sequer detalhar o que foi dito, mas diz que a posição de cada participante ficou mais nítida e alcançaram importante progresso, mas vão continuar a averiguar os problemas.

Esta reunião surgiu após a alegada pressão em partes da cadeia de processamento de pagamentos para impedir transações em torno de determinado tipo de conteúdo, incluindo conteúdo legal, entre eles trabalhos com romance homosexual, violência gráfica e conteúdo sexual.

Em julho, após a remoção de diversos conteúdos do Steam e Itch, a Mastercard foi alvo de intensas críticas, o que a levou a pronunciar-se publicamente para comunicar que “permite todas as compras que estejam dentro da lei” e que exige a todas as donas das plataformas para seguirem a mesma conduta.

No entanto, vários negócios no Japão dizem que tiveram de fechar as portas após uma companhia internacional, conhecida pelos seus cartões de crédito e serviços de processamento de pagamentos, ter pedido para remover determinados conteúdos das suas lojas ou recusaria processar pagamentos.