As versões PS4 e PS5 do Call of Duty: Black Ops 1 e 2 já chegaram, mas o regresso dos dois jogos mais icónicos da série tornou-se numa desilusão. Em vez de uma versão com melhorias para o hardware atual, a Activision resolveu lançar ports básicos que custam cada um €39,99, além de ainda precisar de comprar os pacotes de mapas separados.

Para tentar compensar o preço do lançamento, que não traz grandes novidades, o jogo está com um desconto temporário para quem tem o PlayStation Plus. Até 6 de agosto, o preço de cada jogo desce para €19,99 e o passe de temporada fica por €9,89, o que dá para comprar o pacote completo com os dois jogos por um total de aproximadamente €60.

PS5 sem 4K ou 120fps

No lado técnico, a análise da Digital Foundry mostra que o tempo e os recursos investidos neste projeto foram muito poucos. Embora o primeiro Black Ops tenha sido lançado originalmente em 2010, há 16 anos, nenhuma destas versões aproveita de verdade a força da PlayStation 5. Os dois jogos correm com uma resolução nativa de 1080p a 60 Hz, deixando de lado alguns recursos comuns nas consolas atuais, como o suporte à resolução nativa 4K, modos de desempenho a 120 fps ou o ajuste do campo de visão (FOV). Não há anti-aliasing e as sombras de baixa qualidade da época da PlayStation 3 e da Xbox 360 foram mantidas sem quaisquer melhorias visuais.

Xbox está na resolução de saída. Nas consolas Xbox Series X/S e Xbox One, os jogos correm através do sistema de retrocompatibilidade, que está limitado à resolução original de 608p da Xbox 360, o que faz com que as sombras tenham uma resolução mais baixa e a imagem fique mais escura.

A Digital Foundry acha que estas limitações na PlayStation 5 podem estar ligadas a um orçamento reduzido da Activision, ou à intenção da Microsoft de impedir que os jogos fiquem com melhor aspeto nas consolas da Sony do que têm atualmente na própria plataforma da Microsoft, através da retrocompatibilidade.