A Digital Foundry analisou a versão Switch 2 de Assassin’s Creed Shadows e, apesar de todas as limitações naturais de um hardware portátil, o resultado é mais positivo do que se esperava. No modo portátil, o jogo mostra-se bastante sólido e até mais estável do que quando corre em modo docked, onde alguns problemas de fluidez atrapalham a experiência.

Segundo a análise, o grande desafio era perceber até que ponto um jogo tão ambicioso, cheio de luz dinâmica, geometria avançada, simulação de vento e todos os truques modernos do motor Anvil, podia ser adaptado à nova híbrida da Nintendo. E a verdade é que a Ubisoft conseguiu transportar a maior parte da identidade visual do jogo, mesmo que tenha tido de cortar alguns elementos pelo caminho.

Visual competente… com cortes inevitáveis

A base desta versão é essencialmente a versão Series S, também ela já com um conjunto de compromissos técnicos face às consolas mais poderosas. A Switch 2 vai um bocadinho mais longe nesses cortes:

  • Os reflexos mais avançados desaparecem, sendo substituídos por versões mais simples.
  • A densidade da vegetação é reduzida, especialmente a meia distância.
  • As texturas têm resolução mais baixa, o jogo ocupa 61 GB na Switch 2, menos de metade da versão Series S, o que explica muita da poupança.
  • A simulação de vento nos cenários é menos viva e há pop-in mais frequente da vegetação e sombras.

Mesmo assim as estruturas de maior dimensão e a geometria do mundo permanecem surpreendentemente intactas, mantendo a essência visual das áreas urbanas e aldeias do Japão Feudal.

Modo portátil surpreende — e até funciona melhor

A maior surpresa está no modo portátil. A Switch 2 aguenta 30 fps com bastante estabilidade e o mais importante é que beneficia do VRR, que disfarça pequenas oscilações de frame pacing. A Digital Foundry descreve o jogo como “mais confortável de jogar” no modo portátil do que quando ligado à TV.

Claro que há mais cortes neste modo, com uma resolução mais baixa, sombras mais simples, árvores e detalhes que aparecem à posteriori, mas como tudo é visto num ecrã mais pequeno, o impacto visual é muito menos visível.

Modo docked: onde as coisas correm mal

É aqui que a versão Switch 2 mostra o seu calcanhar de Aquiles. O jogo mantém um visual respeitável, mas o frame pacing é inconsistente, causando pausas e pequenas quebras que a Digital Foundry considera “intrusivas”. Não é uma questão de falta de fotogramas, mas sim da forma como são apresentadas, deixando a imagem com micro-solavancos.

Para além disso, o VRR, que seria extremamente útil, simplesmente não está disponível no modo docked, apesar de ter sido sugerido antes do lançamento.

Conclusão: um port inesperadamente competente… desde que jogado nas mãos

A Digital Foundry considera este port um feito impressionante: um jogo de patamar superior da atual geração, com muita tecnologia e pormenores, a correr numa consola portátil, mantendo grande parte da sua identidade visual. O modo docked precisa claramente de ser melhorado, mas o modo portátil mostra bem o potencial da Switch 2.

Para quem quer jogar Assassin's Creed Shadows no sofá ou na cama, a nova consola da Nintendo surpreende. Para os que preferem a televisão... talvez seja melhor esperar por um patch.

Categoria Detalhes Técnicos (Switch 2) Resolução (Docked) Resolução interna variável; reconstrução via DLSS; pode atingir valores sub-720p antes de reconstrução para 1080p Resolução (Portátil) Imagem mais desfocada; reconstrução DLSS com resolução interna até ~400p antes de escalar para o ecrã 1080p do Switch 2 Taxa de fotogramas Alvo de 30 fps tanto em modo docked como portátil; performance portátil mais estável graças ao VRR VRR (Variação de Taxa de Atualização) Suportado apenas no modo portátil (com LFC a 120 Hz); não disponível no modo docked Reflexos Não há reflexos screen-space (SSR); reflexos substituídos por técnicas mais simples como cube maps Iluminação Sem RTGI (iluminação global por ray tracing); iluminação ambiente simplificada semelhante à versão Series S Geometria Sistema de geometria virtualizada mantido para edifícios; vegetação simplificada e com pop-in mais agressivo Texturas Texturas de resolução reduzida; aparência mais desfocada e comprimida; tamanho total do jogo: ~61 GB Sombras Sombras com resolução inferior, mais aliasing e pop-in mais visível, especialmente em modo portátil Movimento e Animações Sem motion blur; animação da vegetação e vento menos dinâmica; clipping ocasional em roupa do jogador Água Superfícies de água sem reação ao movimento do jogador; ausência de SSR cria reflexos menos precisos Destruição Modelos destrutíveis (portas de papel, elementos de cenário) mantidos e semelhantes à versão Series S Problemas importantes Frame pacing inconsistente em modo docked; pop-in acentuado de sombras e vegetação

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