A Ghost Story Games partilhou um novo dev log que explica como foi criada a protagonista de Judas, e porque é que ela acabou por ser perfeita para o conceito que queriam explorar.

Em vez de começarem com uma história em concreto, os criadores decidiram concentrar-se primeiro num design narrativo dinâmico: um mundo e personagens que reagem às tuas escolhas. Só depois é que se aperceberam que precisavam de alguém que estivesse fora desta norma social, uma pessoa que compreendesse as máquinas mais naturalmente do que as pessoas.

Judas acabou por nascer como essa personagem: deslocada, com dificuldades em relacionar-se com os humanos. A alienação torna-a vulnerável e ao mesmo tempo ideal para sobreviver num universo onde o confronto e a desconfiança são a regra.

O cenário é uma nave da colónia Mayflower, um ambiente carregado de história. A ideia é que os locais representem estratos de civilização: há zonas elegantes, camarotes VIP, mas também zonas degradadas, corredores abandonados e locais para os marginais. Este contraste tem como objetivo transmitir a sensação de uma sociedade complexa, antiga e cheia de conflitos internos.

Judas parece que não é apenas mais um shooter de ficção científica. Controlamos alguém com problemas e fraquezas, não uma arma com pernas. As tuas escolhas terão peso: a forma como interages com o mundo e as pessoas à tua volta pode mudar em quem confias, quem te apoia ou quem te atraiçoa.

O jogo parece apostar fortemente num sistema de relações humanas complexas, onde as decisões são realmente importantes.

Image credit: Ghost Story Game

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