NHL 26 enfrenta muitos dos problemas das outras duas séries de desporto da EA Sports, como agradar a fãs acérrimos e aos mais causais, dividindo o seu foco pelos vários modos, mas o esperado mairo foco nos mais rentáveis. No entanto, os adeptos do singleplayer estão bem servidos, a qualidade gráfica é soberba e a jogabilidade divertida.

Jogar NHL 26 é uma espécie de viagem no tempo. Como qualquer criança nos anos 90, assistir aos filmes The Mighty Ducks despertou uma enorme vontade de jogar títulos de hóquei no gelo, um desporto que não é particularmente popular por estes lados. No entanto, acredito que quase todas as crianças daquela geração jogaram ou sentiram curiosidade por um jogo NHL da EA Sports. Após acompanhar a série durante vários anos, sempre fascinado por ver que eram permitidos momentos de porrada, a transição para a era 3D e o foco noutros jogos afastou-me destes títulos, mas como adepto da NHL, sempre me despertaram a curiosidade.

Após anos a ponderar regressar à série, eis que isso acontece com NHL 26, por isso devo escrever desde já que esta review é feita desta perspetiva, de quem está de volta à série após duas gerações sem tocar num jogo de hóquei no gelo. No entanto, jogo EA Sports FC e Madden NFL há vários anos, jogos que partilham tecnologia, filosofias e modos. Além disso, como fã da NHL, passo tempo entre comunidades dedicadas para acompanhar as principais notícias e também entre a comunidade de EA Sports NHL.

A realidade de quem joga NHL é muito similar à de quem joga Madden ou FC, a sensação de pouco progresso anual, que as novidades anuais não justificam o preço completo, especialmente quando os jogos estão tão próximos que mais parecem atualizações de planteis, e que a EA Sports Vancouver não escuta a comunidade. No entanto, toda esta realidade é nova e empolgante para mim, por isso tenho uma perspectiva ligeiramente diferente, mesmo que a minha experiência nas outras duas séries de desporto me permitam compreender o que aqui se passa.

Com NHL 26, a EA Vancouver enfrenta a mesma luta das duas outras equipas na EA Sports: criar um jogo capaz de saciar o entusiasmo dos mais acérrimos fãs que decidam o seu ano a jogar estes jogos, mas que também é capaz de agarrar os casuais que apenas se querem divertir um a Chel interativa. Como fã que se foca apenas na vertente singleplayer ou multiplayer local, posso ser considerado um jogador casual, o que me faz sentir que NHL 26 é um jogo com bons argumentos.

A qualidade gráfica consegue momentos impressionantes, com toda a apresentação a tornar a divertida jogabilidade ainda mais envolvente

Jogabilidade divertida

Quem acompanha a NHL na vida real sabe que é um desporto incrivelmente eletrizante, que decorre a grande velocidade, no qual movimentos executados em segundos podem definir por completo uma jogada. Defesas espetaculares, uma corrida contra o tempo, ocasionais penalidades que deixam uma equipa com menos um jogador, e a necessidade de conciliar tudo isto com estratégia para prevalecer. É um dos desportos mais eletrizantes que acompanho e que me fascina. Jogar NHL 26 é sentir que a realidade foi adaptada de forma convincente para um videojogo pois é realmente elétrico.

Mesmo com ocasionais problemas na IA (especialmente nos guarda-redes) e animações (raros), NHL 26 é um jogo preparado para receber os menos experientes, que podem jogar com a dificuldade Rookie e várias ajudas visuais dinâmicas, com três tipos de controlo para diferentes tipos de jogadores. No entanto, podes começar de imediato com os controlos recomendados, o movimento do remate é com o analógico, pois é muito fácil aprender tudo e jogar de uma forma que simular a sensação de rematar.

Tal como na vida real, as partidas decorrem a grande ritmo, mas não podes pensar que isto é um caos total, existe estratégia, gestão de energia, e o bom uso das mecânicas permitirá desfrutar de uma maior probabilidade de vencer. Seja a defender ou atacar, NHL 26 está desenhado para recompensar um comportamento que se aproxima da realidade, esse é um dos principais esforços da EA Vancouver, seja com a apresentação mais cinematográfica ou com a parceria com o sistema NHL Edge, usado na realidade para analisar comportamentos e gerar estatísticas ou probabilidades de um jogador se portar de determinada forma ou agir numa parte específica do gelo.

NHL 26 conquista rapidamente com a sua jogabilidade, em grande parte devido à própria natureza tão dinâmica e eletrizante deste desporto, mas também há mérito no esquema de controlos desenhados pela EA Vancouver.

Be A Pro é um modo singleplayer cinematográfico que te deixa viver todas as emoções da NHL, desde os juniores ao Draft e a vida de um atleta que deseja tornar-se numa estrela

Imensos argumentos singleplayer

Quem acompanha os jogos de desporto da EA Sports, sabe que, apesar de toda a conversa online, existem imensos argumentos para capturar os jogadores que se vão dedicar ao singleplayer. Sejam os modos carreira jogador ou treinador, temporadas ou até Ultimate Team contra a CPU em diversas formas de jogar dentro desse popular modo. Apesar da associação quase universal a online, os modos Ultimate Team estão a receber bons esforços para expandir o incentivo singleplayer, seja em Madden ou FC, mas também NHL 26 mostra isso.

Mesmo que a necessidade de monetizar o jogo a longo prazo seja um dos principais objetivos da editora, o trabalho da produtora é assegurar que existem fortes argumentos singleplayer está visível. Apesar do foco em Ultimate Team e World of Chel (onde crias um atleta e jogas o equivalente ao modo Pro Clubs de FC), os principais modos online, para sustentar a vertente serviço com potencial para monetização ao longo dos meses, um jogador como eu pode focar-se em jogar temporadas, Ultimate Team singleplayer e em Be a Pro, o modo mais divertido em NHL 26.

A fantasia de iniciar nos juniores para entrar na NHL e seguir em rumo ao estrelato é possível em Be A Pro, aquele modo que figura como um “RPG de desporto” como em Madden e FC. Aqui, controlas apenas o teu jogador, que deve cumprir os objetivos ditados pelo treinador para melhorar a sua posição na equipa. Tens de distribuir os teus pontos, escolher os teus X-Factors (algo importante na jogabilidade pois são habilidades especiais que podem diferenciar a tua eficácia nas áreas que desejas) e de uma forma geral, é um modo que se foca em colocar-te no gelo a jogar.

Diria até que Be a Pro de NHL 26 consegue ser mais divertido e eficaz do que os seus equivalentes em Madden e FC. Passas menos tempo naqueles momentos de interação que podem quebrar o ritmo da diversão, uma vez que a gestão é feita em menus e vais distribuir os pontos de uma forma mais dinâmica, sem os treinos que podem cansar após algumas semanas de jogo. É um RPG Chel que vou jogar durante os próximos meses pois está a ajudar-me a descobrir ainda mais sobre a NHL, desde a gestão à dinâmica do desporto e claro, as regras.

NHL 26 Official Gameplay First Look Ver no Youtube

Conclusão

Como certamente percebeste, esta é uma perspetiva específica sobre NHL 26, um jogador que regressa à série após vários anos, por isso não tenho forma de medir até que ponto está próximo do anterior e se as novidades são significativas. No entanto, estou a divertir-me imenso e vou continuar a desfrutar desta eletrizante versão digital da Chel, que me acompanhará ao longo dos meses enquanto acompanho a NHL na vida real. Para o ano, a minha perspetiva poderá mudar, mas modos como Be A Pro, a qualidade gráfica e a jogabilidade fizeram de mim um fã.

Prós:Contras:
  • Qualidade gráfica
  • Modos singleplayer offline capazes de entreter, como Be a Pro
  • Jogabilidade divertida no gelo
  • Constantes informações que ensinam de forma dinâmica a jogar
  • Ultimate Team inclui atividades singleplayer satisfatórias
  • Ocasionais problemas de animação
  • Comportamento dos guarda-redes pode deixar a desejar